Somos muitas dentro de uma só. Somos mulheres, mães, profissionais, esposas, filhas. Somos nerds, lerdas, espertas, nervosas, ansiosas, calmas, fúteis e firmes. Somos um pouco de cada coisa.

Depois de me tornar mãe, achei que só seria um tipo de mãe! Até que veio a Maju e jogou vários dos meus aprendizados como mãe da Cacá, por terra! Tive que reaprender muitas novas formas de demonstrar meu amor e maternar!

A maternidade é completamente variável e diferente de uma filha para a outra! Cada filho precisa de um tipo de maternidade, porque cada um tem uma linguagem do amor!

Hoje eu entendo isso com muita tranquilidade, mas quando eu era filha, não entendi! Não entendia porque minha irmã podia algumas coisas e eu não, ou porque meus pais faziam algumas diferenças. Pais fazem diferenças naturais pela diferença natural que existe entre os filhos.

Não estou falando das diferenças injustas que acontecem quando nós pais, não sabemos lidar com o fato de termos mais identificação com um filho do que com o outro.

Mas como lidar com essas diferenças sem causar ciúmes ou revolta entre as crianças? Mostre para elas as diferenças! Eu sempre conversei muito com as meninas e continuo nessa linha. Todas as vezes que faço algo para uma que não farei para a outra, eu explico o motivo e elas entendem. Por exemplo: uma está precisando mais de roupas novas do que a outra – vou com as duas comprar e falo: “hoje vou comprar para a sua irmã, porque ela está precisando mais de roupas, mas você, está precisando mais de sapatos, então depois, quando eu achar, nós resolvemos o seu.” Elas entendem e percebem que preocupo com as duas, mas que as situações são diferentes.

Com a diferença de idade também existem algumas crises como pegar uma no colo e não pegar a outra, ou quando a atenção se volta mais para uma que está doentinha e precisando mais da atenção. Sempre lembro episódios em que isso aconteceu com a outra que agora não precisa tanto de mim! rs

Aprendemos não só a lidar com as diferenças como a medir a potencialização da maternidade, a justificar os meios para que no fim, não haja desentendimentos e injustiças!

Quando faço assim, percebo que não há culpa: nem materna, e nem por parte das crianças.

Mas atenção!!! Não se deixe levar pela opinião das pessoas que não sabem todo o contexto e que avaliarão e medirão pela régua delas e do momento que estão presenciando! rs

As vezes posto mais fotos de uma Maria do que de outra e sempre alguém me pergunta: mas por que tem mais foto de uma do que da outra? Na maioria das vezes é porque uma não estava querendo tirar fotos! Mas aos olhos dos outros pode ser aquela diferença injusta materna! Mas não é!

Ter o coração cheio de amor e em paz com as suas crianças e a sua família é o que nos faz confiar na nossa maternidade e na forma de maternar! Quando nos sentimos seguras de que estamos no caminho certo, as crianças também confiam nisso e entendem nosso ponto de vista e forma de lidar com elas!

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Bela Aires

Desde que me tornei mãe passei a me interessar por todos os assuntos referentes à infância e maternidade. Compartilho aqui, com você!

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