Qual o limite do limite que devemos dar aos filhos?

Dia desses tive uma reunião com a professora da minha filha e comentando sobre a pré adolescência, ela me disse algo que me deu um alerta e uma vontade de discutir o assunto.

Ao falarmos sobre as alterações de humor comuns nessa faixa etária (9/10 anos), ela me disse que o alerta também deve ser dado quando a criança não demonstra descontentamento ou não expõe isso.

O silêncio e não exposição do descontentamento e irritação também é arriscado e temos que estar atentos a isso. A pessoa que não demonstra o descontentamento ou a irritação, não extravasa, guarda tudo para ela e, nesse caso, se tratando de crianças, precisam de uma atenção tão especial quanto aos que extravasam demais. O silêncio absoluto também é motivo de preocupação e atenção.

Afinal, por mais maduras e tranquilas, as crianças e/ou os adolescentes ainda não estão preparados para se curarem sozinhas e passarem por desafios, desafetos, angústias e aflições sem maiores traumas ou feridas na alma.

Outro estudo sobre personalidade demonstra a importância das vivências da infância e também da adolescência para a formação do adulto. Por mais que saibamos disso, não fazemos a menor ideia de como isso influencia positiva ou negativamente.

Algo que tenho prestado mais atenção e por isso o post de hoje é sobre o limite do limite. Até onde temos que limitar nossos filhos? Até onde o limite que impusemos não retira deles a autonomia e capacidade de escolha e também dos erros para futuros aprendizados?

Tenho me atentado mais à atenção e escuta. Sempre questionei muito as Marias. Sempre quis ouvi-las e saber a opinião, os motivos e o que pensavam. Por um período mais complicado de troca de fases, já limitei a opinião, e assim que conseguia entender a fase e me adaptar a ela, dava um passo atrás e retomava o diálogo.

Confesso para vocês que isso sempre está entre os meus maiores desafios, mas hoje encaro como necessária a oportunidade de ouvir mais, trocar mais opiniões e encontrar o caminho que não seja tão somente o meu. As Marias tem visões e opiniões muito diferentes das minhas e nem sempre estou certa. Aprender a ouvir e trocar opiniões com elas tem sido muito importante para construir uma relação de confiança e uma maternidade equilibrada.

Tenho aprendido que o limite que damos a elas, também deve ser limitado!

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Bela Aires

Desde que me tornei mãe passei a me interessar por todos os assuntos referentes à infância e maternidade. Compartilho aqui, com você!

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