Eles chegam, trazem novidades, histórias, alegrias, conflitos, tristezas, dúvidas.
Pelo olhar, podemos ler a mente e quando mentem; podemos ver cada sentimento pelo brilho que muda de um jeito para o outro.

Quando foi que nos perdemos daquela relação de cuidados e amores trocados?

Quando foi que esquecemos de reparar, de olhar, de atentar se estava tudo bem e ajudar se não estivesse?

Quando foi de que deixamos de admirar cada descoberta, conquistas e novas palavras?

De uma hora para outra tornamo-nos estranhos uns para os outros, a cumplicidade e admiração dão lugar à vergonha e autoconfiança ou insegurança, ou falta de espaço para se abrir.

Eles crescem e quando nos damos conta disso, vemos que não crescemos com eles, não amadurecemos o bastante para acompanhá-los, agora como técnicos – de fora do campo.

É chegada a hora de colocar nossos atletas em campo e ver se estão preparados para o jogo da vida. Em algum momento, deveremos tirá-los do banco, para vermos quantos gols são capazes de fazer e se já são capazes! Se não forem, se machucarem, tiverem marcação, pode ser hora a ensinarmos estratégias, mostrarmos que a outra posição pode ser mais favorável.

Não nos ensinaram como ser pais, não nos ensinaram quando deixar de caminhar de mãos dadas para olharmos à distância, com confiança.

Eles serão marcados, sofrerão tropeços, machucarão, farão jogadas incríveis – capazes de levantar um estádio inteiro, e por mais que cresçam, eles querem te ver, ou melhor, nos ver na primeira fila, na área VIP.

A medida que percebemos a independência de um filho não devemos esquecer a importância de observar, ouvir e tentar entender se está tudo realmente bem.

Somos todos diferentes e com o crescimento e a distância, o afastamento às vezes tão natural, trazido pela independência, perdemos o “jeito” de ler o brilho dos olhos, e o significado dos diferentes tipos de brilho, ou até mesmo a falta dele.

Observar, ouvir e tentar se colocar no lugar do nossos filhos é o melhor caminho para estarmos por perto e de mãos estendidas quando eles precisarem. É a melhor forma de transmitir confiança, a paz e o amor que precisam! Mesmo que a forma deles de demonstrar amor, tenha sofrido algumas transformações e nem seja mais tão explícita e barulhenta como antes!

  • Nossos filhos precisam de nós, independente da idade que tiverem!

Bela Aires

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Um comentário

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  1. Rebeca

    Pura verdade! Amei Bela!

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