Grávida e com cachorro em casa. E agora?

Quando engravidei a primeira vez, tinha uma cachorrinha que era quase uma filhinha! Onde eu ia, levava a Malu, que era uma shih tzu linda e super dócil, educada e boazinha.

Conversava com a Malu, contava da Maria Clara, deixava ela ficar por perto. Com o passar dos meses da gestação, comecei a me preocupar com o livre acesso dela à minha cama e todos os cômodos da casa, principalmente por higiene.

Por entender que os bebês nascem sem anticorpos e defesas, tive medo que o contato a princípio, pudesse adoecer a Maria Clara. Assim, fui desacostumando aos poucos, a Malu de dormir na nossa cama e ela tranquilamente se readaptou à sua casinha com cobertinha! rs

Assim que a Maria Clara nasceu e chegou em casa, eu apresentei uma para a outra e à medida que a Clarinha crescia, mas próximas elas ficavam.

Porém, como a Malu era muito boazinha, ela demonstrou que sentiu o nascimento da Cacá de duas formas bem marcantes: 1) Resolveu adotar como dela, a função de me avisar se a Clarinha chorasse. Ela passava o dia embaixo do berço e a qualquer movimento de choramingo da Clarinha, ela saía correndo atrás de mim. 2) Apareceram várias feridas emocionais na pele ( e isso doeu no meu coração).

As feridas sararam sozinhas e a adaptação entre elas correu super bem. Para que você também possa passar por essa adaptação sem traumas, o veterinário do Clube de Cãompo, Aldo Macellaro, tira as principais dúvidas sobre o assunto, que podem ajudar os donos, para evitar a tomada de atitudes desesperadas.

“Quando a família descobre a gravidez, os donos podem tomar atitudes equivocadas em relação ao cão” comenta Macellaro, que complementa “além de causar traumas irreversíveis ao animal, algumas atitudes costumam ser covardes, já que o bicho não tem como se defender e nem direito de escolha” referindo-se a abandonos.

Prepare o ambiente

Logo após a notícia da gravidez, imediatamente são feitos todos os preparos para que a criança seja recebida da melhor forma possível. “Com o cão não é diferente. Os donos podem preparar o bicho nos meses que precedem a chegada do novo membro. Mas esse deve ser um processo gradual, para que o animal assimile a informação” aconselha o veterinário. Como isso pode ser feito?

Novos cheiros, sons, palavras e horários farão parte da rotina do cão. Nesse caso, Macellaro aconselha que “o treinamento seja dado a partir do primeiro mês de gravidez, para que o cão vá pegando o jeito, sem estresses”.

– Brinquedos e até alguns itens de higiene do bebê podem ser apresentados ao animal. “Os donos não precisam ter receio de fazer o cão cheirar as roupinhas e o perfume que a criança vai usar. Isso ajuda, e muito, para que o bicho assimile o cheiro ao bebê” explica o profissional.

– “Simule a presença da criança com bonecas. Aos poucos, os donos podem se surpreender com a aceitação do animal” declara Macellaro, que indica gratificar o animal com petiscos sempre que ele expressar atitudes bondosas e educadas.

– Evite irritar o cão por fazê-lo pensar que está perdendo espaço, principalmente se ele vai precisar ter acesso restrito em áreas da casa que antes eram liberadas. “Isso pode levá-lo a ter sentimentos extremos como agressividade, por ver a criança como ameaça, ou depressão” declara o veterinário.

Se essa transição de fase for realizada de forma saudável e respeitando os limites de ambas as partes, pode ser criado um vínculo natural, em que o cãozinho protegerá a criança como um filhote. “Apenas não aconselho os donos deixarem o cão sozinho com a criança, pois o pet pode estranhar alguma atitude do bebê e ter um comportamento inesperado” finaliza Macellaro.

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